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Para Michel F.M., o fogo e o sangue não são apenas figuras retóricas; são elementos de uma alquimia existencial. Na trilogia Flores do Pântano, essas metáforas funcionam como o motor da criação.

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Para Michel F.M., o fogo e o sangue não são apenas figuras retóricas; são elementos de uma  alquimia existencial . Na trilogia  Flores do Pântano , essas metáforas funcionam como o motor da criação. Aqui está como esses elementos se manifestam na obra do autor: 1. O Fogo: A Transmutação da Dor Na obra de Michel, o fogo cumpre dois papéis contraditórios e simultâneos:  destruição e iluminação . Autocombustão:  Como visto no poema, o artista "incendeia o próprio coração". Na trilogia, isso representa a ideia de que, para aquecer (ou despertar) o mundo, o poeta deve aceitar o seu próprio consumo. A poesia é o resíduo desse incêndio. A Forja:  O fogo é o que transforma o "lodo" do pântano em "flor". Não há beleza gratuita; ela é forjada na alta temperatura de uma vida intensamente sentida. 2. O Sangue e o Miocárdio: A Poesia como Biologia Diferente de poetas que buscam o "espiritual" ou o "abstrato", Michel F.M. ancora sua obra ...

A trilogia "Flores do Pântano", de Michel F.M. (pseudônimo de Bruno Michel Ferraz Margoni) que inclui o título Coleção de Gravetos, aprofunda exatamente a dualidade presente no poema: a beleza que nasce do que é lamoso, denso e doloroso.

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A trilogia  "Flores do Pântano" , de Michel F.M. (pseudônimo de Bruno Michel Ferraz Margoni) que inclui o título  Coleção de Gravetos , aprofunda exatamente a dualidade presente no poema: a beleza que nasce do que é lamoso, denso e doloroso.   Ao conectar o poema à trilogia, percebemos que: 1. A Estética do Lodo Assim como a "Flor do Pântano" precisa da lama para florescer, o "Santo-Anjo-Maldito" precisa do  autoinpacto  e do "miocárdio dilacerado" para criar. Na trilogia, Michel F.M. sugere que a arte não vem da alegria pura, mas da capacidade de transmutar o "pântano" da existência em algo que faça o mundo continuar pulsando.   2. O Artista como Colecionador de "Gravetos" O título de um dos livros,  Coleção de Gravetos , dialoga com a ideia de que o poeta não é um ser iluminado e intocável, mas alguém que junta os restos (os gravetos, as sobras, os sustos do palhaço) para acender o fogo que incendeia o próprio co...